Em 1995, todas os Uno 1.0 passaram a contar com injeção eletrônica. O Mille Electronic se tornou Mille i.e e o ELX mudava para EP. Com 58 cv e 8,2 kgfm de torque, o Mille ainda era o mais potente do segmento e a versão EP estreava novas rodas de liga leve (opcionais) e alarme com travamento a distância. Para o ano de 1997 a Fiat reservou outras novidades. Com a chegada do Palio, um ano antes, começaram os rumores sobre a aposentadoria do Uno. De fato, as versões EP e i.e foram descontinuadas, mas no lugar delas vinha a SX, com proposta intermediária entre as antigas versões. Nesse mesmo ano, entram em vigor novas regras de emissões do Proconve e o Mille adota o catalisador mesmo tendo injeção eletrônica, com a potência caindo para 57 cv. Ainda em 1997, o popular ganhava uma versão especial chamada "Young". Com apelo jovem, ela estava disponível somente com duas portas e tinha para-choque na cor cinza e adesivos com a inscrição "Young" nas laterais e tampa traseira. Além disso, a versão trazia novas calotas, nova grade dianteira, painel de instrumentos com grafia exclusiva (fundo claro) e um novo volante. Em 1998, a nomenclatura mudava para EX, seguindo o novo padrão da marca. E assim se segue até o ano 2000, quando ela é substituída pela versão Smart, que trazia novas calotas, nova grade frontal, nova grafia no painel e novo volante. O motor Fiasa 1.0 duraria até 2001, quando a Fiat o substituiu pelo Fire. O Mille Fire mudava pouco no visual, com uma grade remodelada que já trazia o novo logotipo da marca, novos retrovisores e revestimentos internos. Mas a grande mudança era o motor Fire, que era mais leve e tinha 55 cv (2 cv a menos), mas ganhava em torque (que passava a 8,5 kgfm) e ficava mais econômico. Na época, a Fiat divulgava consumo de até 20 km/l no uso rodoviário. O tempo passava e o veterano Mille seguia firme e forte. Mesmo cinco anos após o lançamento do irmão mais moderno Palio, que tinha vindo para substituí-lo, a ótima aceitação do Mille fazia com que a Fiat sempre adiasse sua despedida.

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